Rodrigo Vieira Costa no Ciclo formativo do GEDAI debate se a Economia Criativa gera desenvolvimento ou mercantiliza a cultura
GEDAI/UFPR promove quarto encontro dos Ciclos Formativos 2026 com debate sobre Economia Criativa, cultura e desenvolvimento sustentável
Evento online e gratuito será realizado em 21 de maio, às 19h, com a apresentação de Oscar Cidri pesquisador do GEDAI/UFPR.
O GEDAI/UFPR – Grupo de Estudos de Direito Autoral e Industrial da Universidade Federal do Paraná, em parceria com o GENT/UEMA, realiza no próximo 21 de maio, às 19h, o quarto encontro dos Ciclos Formativos do GEDAI – 2026, dando continuidade a uma programação acadêmica voltada à formação, atualização e reflexão crítica sobre os temas mais atuais da Propriedade Intelectual, da tecnologia, da inovação e dos desafios contemporâneos do Direito.
Com o eixo “GEDAI em Debate: formação, inovação e prática em Propriedade Intelectual”, os Ciclos Formativos vêm reunindo estudantes, pesquisadores, professores e profissionais interessados em compreender, de forma acessível e crítica, as transformações que impactam a cultura, a economia e as estruturas jurídicas da sociedade informacional.
A coordenação dos Ciclos Formativos é exercida pela Profa. Heloísa Gomes Medeiros, coordenadora do GENT/UEMA, reforçando a qualidade acadêmica da iniciativa e a parceria institucional entre GEDAI/UFPR e GENT/UEMA.
Quarto encontro debate os limites e as promessas da Economia Criativa
No dia 21 de maio, o debate terá como tema: Economia Criativa: desenvolvimento sustentável ou mercantilização da cultura?
A atividade será conduzida por Rodrigo Vieira Costa e propõe uma reflexão crítica sobre uma das questões mais relevantes da atualidade: a Economia Criativa pode efetivamente promover o desenvolvimento sustentável ou, ao contrário, tende a intensificar a mercantilização da cultura?
A Economia Criativa compreende o conjunto de atividades econômicas baseadas na criatividade, no conhecimento, no talento e na produção de bens e serviços com valor simbólico, cultural e intelectual.
Nela se inserem setores como audiovisual, música, design, moda, artes, patrimônio cultural, tecnologia, inovação e outras expressões em que a criação humana se transforma em valor econômico e social.
O tema ganha cada vez mais importância em um contexto marcado pela valorização dos ativos intangíveis, pela expansão dos mercados culturais e pela centralidade crescente da criatividade como fator estratégico de desenvolvimento.
Ao mesmo tempo em que a Economia Criativa pode representar oportunidades de geração de renda, fortalecimento de identidades e dinamização de economias locais, ela também suscita questionamentos importantes sobre os riscos de exploração econômica da cultura e de transformação de bens simbólicos em simples mercadorias.
Cultura, renda, identidade e os riscos da exploração econômica de bens simbólicos
A proposta do encontro é analisar como a Propriedade Intelectual pode atuar como ferramenta de valorização cultural, geração de renda e fortalecimento identitário, especialmente em contextos regionais, nos quais a cultura desempenha papel decisivo na afirmação de comunidades, saberes e expressões locais.
Ao mesmo tempo, o debate não deixa de enfrentar uma questão fundamental: os riscos de assimetrias, apropriações indevidas e exploração econômica de bens simbólicos, que podem converter manifestações culturais em simples mercadorias dissociadas de seus valores sociais, históricos e identitários.
A partir dessa perspectiva, o encontro convida o público a pensar criticamente os potenciais e os limites da Economia Criativa, observando de que modo o Direito e a Propriedade Intelectual podem contribuir para modelos de desenvolvimento que conciliem inovação, sustentabilidade, inclusão e respeito à diversidade cultural.
Um debate essencial para quem pensa cultura, inovação e Direito
O quarto encontro dos Ciclos Formativos do GEDAI amplia a agenda de temas estratégicos da programação e reafirma a proposta do projeto: oferecer um espaço qualificado de debate sobre os impactos das transformações econômicas, tecnológicas e culturais no universo jurídico contemporâneo.
A discussão interessa diretamente a estudiosos e profissionais das áreas de Propriedade Intelectual, Direito da Cultura, economia criativa, inovação, políticas públicas, desenvolvimento regional e sustentabilidade, além de todos que desejam compreender as disputas em torno do valor cultural na sociedade contemporânea.
Inscrição gratuita e certificação de extensão
Os Ciclos Formativos do GEDAI oferecem aos participantes inscritos certificado de extensão de 30 horas-aula , ampliando ainda mais o escopo acadêmico e formativo da iniciativa.
A participação é gratuita , e as inscrições já estão abertas para quem deseja acompanhar uma programação aberta aos debates mais atuais sobre Propriedade Intelectual, tecnologia e inovação .
Participar dos Ciclos Formativos é integrar um espaço de formação crítica e derrota sobre os temas que hoje redefinem o Direito e seus instrumentos de regulação.
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