Palestra de Rodrigo Vieira Costa no Ciclo Formativo do GEDAI 2026 já está disponível gratuitamente
Desenvolvimento sustentável ou mercantilização da cultura? Palestra do Ciclo Formativo do GEDAI 2026 está no YouTube
O Ciclo Formativo do GEDAI 2026 está sendo realizado pelo GEDAI/UFPR – Grupo de Estudos de Direito Autoral e Industrial da Universidade Federal do Paraná, em parceria com o GENT/UEMA, consolidando uma programação acadêmica voltada à formação, atualização e debate sobre os temas mais atuais e relevantes da Propriedade Intelectual, do Direito Empresarial e das novas tecnologias.
Economia Criativa é tema central no Ciclo Formativo do GEDAI 2026 está disponível gratuitamente no YouTube
A coordenação dos Ciclos Formativos é exercida pela Profa. Heloísa Gomes Medeiros, coordenadora do GENT/UEMA, reforçando a parceria acadêmica entre as instituições e a qualidade científica dos debates propostos.
Nesse contexto, já está disponível gratuitamente no Canal do YouTube a gravação da palestra “Economia Criativa: desenvolvimento sustentável ou mercantilização da cultura?”, ministrada pelo professor Rodrigo Vieira Costa, juntamente com todo o material utilizado durante a exposição.
A atividade foi realizada no dia 21 de maio de 2026 e integrou a programação do Ciclo Formativo do GEDAI 2026, reunindo pesquisadores, estudantes e interessados nos debates contemporâneos sobre cultura, criatividade, desenvolvimento sustentável, políticas públicas, novas tecnologias e Propriedade Intelectual.
A disponibilização gratuita da gravação e do material utilizado reforça o compromisso do GEDAI/UFPR com a promoção, democratização e difusão do conhecimento, ampliando o acesso público a debates acadêmicos qualificados sobre temas estratégicos para a sociedade informacional.
Tópicos abordados pelo professor Rodrigo Vieira
Durante a palestra, o professor Rodrigo Vieira Costa propôs uma reflexão crítica sobre os sentidos da Economia Criativa, destacando sua relação com os setores culturais, os bens simbólicos, os modelos de desenvolvimento e os riscos de redução da cultura à lógica exclusivamente mercadológica.
1. Conceitos fundamentais de Economia Criativa
A palestra apresentou uma nuvem de conceitos associados ao tema, como indústrias criativas, economia da cultura, criatividade, classes criativas, clusters criativos, hubs criativos, conhecimento, valor intangível e cidades inteligentes. A partir desse repertório conceitual, o debate mostrou que a Economia Criativa envolve atividades baseadas no conhecimento, na criatividade e no capital intelectual.
2. Relação entre setores culturais e setores criativos
O material destaca a distinção e a interseção entre setores culturais e setores criativos, evidenciando que a cultura constitui núcleo fundamental da Economia Criativa, mas que o campo também se expande para atividades como design, publicidade, moda, software, novas mídias, jogos eletrônicos, cinema, música, artes cênicas, museus e indústria editorial.
3. Valor econômico e valor simbólico dos bens culturais
Um dos pontos centrais da exposição foi a diferença entre o lado material, ligado ao valor econômico, e o lado imaterial, relacionado ao valor simbólico, identitário e cultural. A palestra ressaltou que os bens culturais não podem ser compreendidos apenas por sua dimensão mercantil, pois também produzem efeitos públicos, sociais e simbólicos.
4. Economia Criativa, sustentabilidade e políticas públicas
A palestra abordou a relação entre Economia Criativa e desenvolvimento sustentável, destacando dimensões como crescimento econômico sustentável, desenvolvimento humano, diversidade cultural, inovação, inclusão social, políticas públicas, sustentabilidade, cultura e cidades criativas.
Também foi apresentada a trajetória institucional do tema no Brasil, incluindo a criação da Secretaria da Economia Criativa em 2011, o Plano Brasil Criativo e a recriação da Secretaria da Economia Criativa em 2024.
Questões importantes para reflexão
O material apresentado parte da pergunta central: a Economia Criativa promove desenvolvimento sustentável ou intensifica a mercantilização da cultura?
A questão é estruturante, pois se desdobra em varias dimensões, a saber:
A Economia Criativa pode ser instrumento de desenvolvimento sustentável sem subordinar a cultura à lógica do mercado?
A pergunta revela uma tensão central: como promover geração de renda, inovação e desenvolvimento sem transformar manifestações culturais em simples mercadorias?
Como as políticas públicas podem proteger a diversidade cultural e, ao mesmo tempo, estimular setores criativos economicamente relevantes?
O desafio está em construir políticas capazes de equilibrar financiamento, inclusão, sustentabilidade, inovação e valorização das comunidades produtoras de cultura.
Qual é o papel da Propriedade Intelectual diante dos novos modelos de negócios culturais e tecnológicos?
A palestra também aponta para a centralidade da Propriedade Intelectual nos debates sobre entretenimento, novas tecnologias, plataformas digitais, inteligência artificial, 5G e novos modelos de circulação de bens culturais.
Acesso gratuito ao conhecimento
Ao disponibilizar gratuitamente a gravação da palestra e o material didático utilizado, o GEDAI/UFPR reafirma sua missão institucional de promover a formação crítica, a circulação do conhecimento e o acesso aberto a conteúdos acadêmicos relevantes
Para ter acesso a PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO CICLO FORMATIVO DO GEDAI 2026 CLIQUE AQUI.
Para ter acesso gratuíto e integral da palestra do professor Rodrigo Vieira Costa basta acessar o Canal do YouTube: CLIQUE AQUI
Para ter acesso gratuíto e integral do material utilizado na palestra, bem como referências bibliográficas: CLIQUE AQUI
Data Rodrigo Vieira Economia criativa – Ciclo Formativo Gedai

